A importância do mapa digital é incontestável. Centrando esta afirmação na hipótese de um eficaz sistema para a distribuição de produtos, ou mesmo para visitas a pontos de venda, fica constatado que, no caso de não virem a ser considerados os efetivos locais de entrega ou de visitação, o planejamento efetuado será deficiente. Informações relativas à distância entre pontos, de caminhos a serem percorridos, dos sentidos de tráfego das ruas e avenidas, e outras informações obtidas a partir do posicionamento geográfico, serão praticamente impossíveis de serem tratados sem a aplicação da tecnologia de geoprocessamento.
Podem-se citar inúmeros exemplos da aplicação de mapas digitais em processos de logística. Desde a manutenção do estoque em "vending", até a otimização do transporte de grãos para portos, exigem o apoio georreferenciado. Como confirma a prática, o aumento do custo de manutenção dos estoques em "vending" é diretamente proporcional ao desconhecimento e não planejamento do volume de reposição necessário em cada equipamento, assim como, da seqüência de entregas a ser efetuada. A formação de filas para descarga de grãos - com o conseqüente aumento de custo de transporte, pedágios, estadias, perda de mercadorias, etc. - é diretamente proporcional ao desconhecimento e não planejamento dos volumes a serem alocados nas estradas pelas cooperativas e indústrias, bem como à falha da agenda de atracagem de navios graneleiros.Estes exemplos, apesar de, no aspecto da otimização de processos, ensejarem soluções totalmente diferentes, apresentam similaridade quanto à necessidade da aplicação da tecnologia de geoprocessamento. Para o primeiro, a localização dos equipamentos é imprescindível. Para o segundo, há que se considerar para cada trecho da malha de estradas, sua capacidade e a agregação de novos volumes que lhe são pertinentes.
E é nesse contexto, com o uso da tecnologia de geoprocessamento, que a logística tornar-se-á o diferencial competitivo entre empresas, propiciando, ao fim, ganhos financeiros, economia e ganhos de imagem. Neste aspecto cabem ainda as seguintes indagações: O que pensaríamos se, na frente de uma "vending", ao desejar comprar um sorvete ou um refrigerante, a máquina nos informasse "Produto indisponível"? Será que nossos pensamentos seriam: deve ser um bom produto, ou seria, vou experimentar outro produto? E, ainda, o que pensaríamos se fôssemos obrigados a permanecer horas na estrada, devido a congestionamentos de caminhões que se dirigissem ao porto? Será que nosso pensamento seria: que bom, meu Estado está exportando bastante ou seria o dos normais xingamentos?
Eduardo
Bengtsson Filla
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